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Sono, sonolência e acidentes

 Já sentiu aquele sono irresistível durante o dia? Aquele sono que nos impede de continuar a desempenhar nossas atividades de forma satisfatória, e que nos leva até mesmo a tirar cochilos involuntários.

A sonolência diurna prejudica a vida cotidiana, levando a alterações de humor, falta de concentração, “lapsos” de memória, baixo desempenho no trabalho e aumenta consideravelmente o risco de acidentes, muitas vezes fatais.

Este risco aumentado de acidentes é preocupante principalmente em profissionais que desempenham funções de alto risco, e monótonas. Imagine por exemplo um motorista de ônibus ou caminhão, que muitas vezes necessita dirigir por horas a fio sem descansar. Pense agora que estes motoristas estão soltos por estradas país afora, e que muitas vezes eles subestimam o próprio sono, tirando cochilos imperceptíveis ao volante.

Segundo estudo americano, dirigir com sono é tão perigoso quanto dirigir bêbado, que 60% dos entrevistados continuam dirigindo mesmo depois de se sentirem cansados, e que 33% já dormiram ao volante.


APNÉIA DO SONO

Dentre os distúrbios que causam sonolência diurna está a apnéia do sono, um problema extremamente comum na população e que na esmagadora maioria das vezes não é diagnosticado e muito menos tratado. Este distúrbio consiste em paradas respiratórias durante o sono, geralmente acompanhadas de ronco alto e movimentos corporais. As pausas respiratórias causam a fragmentação do sono, impedindo a progressão do sono superficial para o profundo, mantendo o indivíduo em um estado de “cansaço constante”.

Pessoas com apnéia do sono apresentam taxas de acidentes automotivos duas a três vezes maiores que a população em geral, mostrando que é um fator de risco para acidentes de tráfego. Imaginem portanto quantos milhões de reais não poderiam ser economizados, e sobretudo, quantas vidas poderiam ser poupadas pelo correto diagnóstico e tratamento da apnéia do sono.


SINTOMAS

Os sintomas característicos são dor de cabeça ao acordar, boca seca, queimação no estômago, fadiga, falta de energia, sensação de irritação constante e é claro, sonolência durante o dia.


DIAGNÓSTICO

O principal aliado do médico no diagnóstico são os familiares, geralmente o marido ou a esposa, que observam as paradas respiratórias e sofrem com o ronco alto durante a noite.

Uma vez levantada a suspeita, o paciente deve ser submetido ao exame de polissonografia, que registra uma noite de sono do paciente e permite a observação de todos os fatores envolvidos.


Carlos Guilherme Suárez Teles

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